sexta-feira, 14 de dezembro de 2007



Minha constante luta por desvencilhar-me desse vício da madrugada.
Estar acordada,olhos atentos,corpo desperto,mente inquieta,coração acelerado.
Na quietude da noite eu amanheço,desfaço-me de todo torpor diurno,de toda inércia vadia.
Viro outra,me viro,sou eu e mais mil.
A calma,o silêncio da noite me traz meu tom lascivo,irradiante empolgação,alegre benevolência,meus gestos se tornam sutis,e ao mesmo tempo marcantes,se aflora minha inteligência hábil,perspicaz, e a paixão me invade,a vontade de abraçar o mundo vem a tona,porém eu sempre estou só.
A madrugada é meu momento,minha explosão/exploração de sensações,mas nada é compartilhado,minhas madrugadas são tão vazias.


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