Parece idiotice escrever certas coisas aqui como se fosse um confessionário,já que eu sei que ele lê.Mas até hoje não encontrei forma de desabafo melhor,quando há ausência de um ombro amigo,quanto escrever. E quer saber? Não ligo. Sempre gostei de deixar minha transparência reluzir.E se não consigo dizer certas coisas diretamente,aqui fica o recado. Não tenho segredos!
Eu sou uma romântica incurável,e acredito piamente que sem romance não se chega muito longe.Por isso temo!
Sendo eu romântica e enferma de carência 24hs vivo e sobrevivo de gestos e atitudes açucaradas,mela-cueca mesmo!
Eu não sei gostar de alguém sem exercitar minha impulsividade.E o meu ‘amar’ tem muito disso!
E eu me sinto tão presa quando não posso ser assim.Parece que não respiro!
Mas é claro que 50% da culpa é minha,porque meu orgulho é grande o bastante pra me reprimir.Orgulho sim,sou romântica mas não sou otária,não me atiro aos pés,ou me derreto por quem não fará o mesmo por mim.
E os outros 50% é culpa do outro participante desse relacionamento,afinal eu não namoro sozinha... Não,ele não se parece com mocinhos de romance água com açúcar,nem tão pouco com um cara apaixonado.Não que ele não esteja,mas há horas que não se parece com um.O jeito dele é não demonstrar mesmo.O que me deixa em dúvida. É,eu preciso de atestados quase diários pra me convencer,ou apenas me fazer feliz.Mas eu sei que isso jamais partirá dele.
Eu avisei que minha intensidade é brutal. Aliada a ela está minha impulsividade...eu gosto de gritar o que eu sinto,e eu sinto necessidade de falar e agir como manda o coração.
Eu avisei,e sabia que ele não ia agüentar. Montou a guarda e o vejo cada dia mais fechando-se em copas.
Eu sufoco o quanto dá meus impulsos e sentimentos.Eu afogo,mas não mato.Horas me escapam e no final eu sempre acabo decepcionada e me dizendo que não deveria tê-lo feito.
E sim,eu sempre vou achar que só merece aquele que pode retribuir.Reciprocidade me alimenta! E ele...ele não pode retribuir,eu sinto,eu sei.Isso tem doído sim.Uma nova ferida.
Me poupei muito,e quando o fiz me arrependi depois,pois tenho medo que aquilo tenha soado como pressão,ou que ele tenha interpretado como obrigação.E eu só quero o que for verdadeiro.Não quero palavras apenas,palavras que hajam apenas como um bálsamo.
Eu não sei cobrar amor,eu nunca soube mendigar nada,nem tão pouco esperar sentada.
E toda vez que sinto-me um degrau acima,tento lembrar do tempo dele,e espero que logo o traga para mais perto.Tento atenuar minha angústia pensando assim.
O tempo... e se eu estiver esperando ansiosa por um tempo que talvez não chegue?
Não sei sacrificar o presente esperando o futuro,não sei renunciar meus desejos,meus sentimentos. Abdicar,não está no meu vocabulário sentimental. Mas eu vou tentando...
Só pessoas parecidas comigo agüentam comigo,só pessoas parecidas comigo entendem.
É claro que eu sabia das diferenças,dos limites. Mas nunca pensei que pegaria a estrada ao contrário. Ou que esse gelo fosse impenetrável.
Eu tenho medo de entrar nesses méritos com ele.De passar a imagem errada,ou assustar.Eu tenho consciência que a minha intensidade assusta.
E pra falar a verdade,eu não acho cedo,eu não acho precipitado. Pois era uma coisa que existia,e só aumentou,ganhou roupagem nova,outra forma,muuuito mais bonita.
Se o dele era verdadeiro antes,onde foi parar agora?Porque de uns tempos pra cá,não o tenho visto.
Não acho que quero demais,que espero demais.Faço e sinto tudo na medida que o coração cobra,se o meu é assim,assim serei.Ter paciência?Eu até tenho um pouco,mas tem dias que cansa.
E o que me faz continuar?Todo o resto. E o resto é muita coisa,e essas muitas coisas têm sido maravilhosas.Só isso me faz aquietar o coração. Sou agradecida por tudo.
Não deixando de fora o que eu sinto,é grande demais pra jogar de canto e desistir.
‘Mariana,tenta ter paciência...’
Seria burrice imperdoável pensar só no romantismo inexistente quando todo o resto tem me feito tão bem.
Mas não vejo a hora de deixarem que eu seja eu mesma,me libertar desse casulo imposto silenciosamente.E isso só acontecerá quando...
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